Península de Calhetas vista de cima, com as duas praias de cada lado da faixa de areia e as ondas no costão

BLOG DA VILA · HISTÓRIA E CULTURA

Curiosidades da Praia de Calhetas: a península das duas praias

Curiosidades de Calhetas: a península com duas praias, o mirante, as tartarugas, a cachoeira de quase 40 metros e a origem do nome.

Guia da Vila dos Tangarás · São Sebastião, SP

A Praia de Calhetas aparece em quase toda lista de praias escondidas do litoral norte de São Paulo. Fica na Costa Sul de São Sebastião, entre Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno, e não se parece com as praias vizinhas: não é uma enseada comum, não tem quiosque, não tem lixeira e tem uma cachoeira a poucos minutos da areia. Este artigo reúne as curiosidades que explicam por que Calhetas é tão especial, com base no que as fontes registram, e indica o que ainda não está documentado.

1. É uma península, não uma ilha

Calhetas fica numa pequena península que avança sobre o mar, segundo o guia Melhores Destinos e a Gazeta SP. Algumas reportagens chegam a chamá-la de "ilha" no título, mas o próprio texto delas descreve uma península ligada ao continente. É esse desenho que dá a Calhetas o seu traço mais conhecido, explicado no próximo item.

2. Duas praias dentro de uma

A Gazeta SP descreve Calhetas como "duas praias dentro de uma". Cada lado da faixa de areia é uma praia diferente, voltada para um lado da península, e o visitante escolhe a vista que prefere.

As fontes descrevem os dois lados assim:

  • Lado direito: areia mais clara e fina, melhor para banho, mas com mais ondas, segundo o Esse Mundo é Nosso. O Catraca Livre fala em uma baía de água em tons de verde e azul, boa para nadar e fazer snorkel.
  • Lado esquerdo: mais pedras e água mais calma, com um gramado bem cuidado, segundo o Esse Mundo é Nosso. As formações rochosas desse lado criam piscinas naturais conforme a maré, de acordo com a Gazeta SP. O Catraca Livre chama esse trecho de "praia selvagem".

Na prática, num mesmo dia dá para alternar entre o lado de mar aberto e o lado mais protegido, conforme o vento e as ondas.

3. O mirante na ponta da península

No encontro dos dois lados fica o mirante, também chamado de Ponta de Calhetas. Segundo o Catraca Livre, uma leve subida de poucos metros leva até ele. Lá em cima há coqueiros, vegetação rasteira e uma vista de 360 graus de Calhetas, da Serra do Mar e do oceano.

O Esse Mundo é Nosso considera o mirante o melhor ponto de vista da praia e um bom lugar para fotos e para o pôr do sol. O Melhores Destinos descreve uma pequena área verde na ponta da península com vista para as duas praias.

4. Tartarugas e peixes coloridos

Calhetas é boa para observar vida marinha. O Catraca Livre cita peixes coloridos perto dos rochedos e tartarugas que aparecem na enseada. Segundo a mesma reportagem, o mirante é o melhor ponto para tentar avistá-las de cima.

Para observar sem atrapalhar os animais, mantenha distância, não tente tocar nem alimentar e use máscara de snorkel apenas em dias de mar calmo e água clara.

5. A "Noronha paulista"

O Catraca Livre chegou a comparar Calhetas, em tom elogioso, a uma versão paulista de Fernando de Noronha, por causa da água clara, do mirante e da paisagem preservada. É uma comparação de reportagem, não um título oficial, mas ajuda a entender a fama da praia.

6. Uma praia sem lixeiras, de propósito

Calhetas não tem lixeiras. Segundo o Catraca Livre, a ausência é proposital, para evitar que o lixo acumulado atraia animais silvestres. A mesma reportagem descreve a praia como limpa, silenciosa e cuidada pela população local.

A regra é simples: tudo o que entra na mochila volta na mochila. Leve uma sacola para o seu lixo, inclusive restos de fruta e bitucas.

7. Nenhuma estrutura na areia

Não há quiosques, barracas nem comércio em Calhetas, segundo o Esse Mundo é Nosso e o Catraca Livre. Isso faz parte do encanto, mas exige planejamento: água, lanche, protetor solar e repelente para os borrachudos precisam vir com o visitante. O Catraca Livre conta que algumas pessoas levam redes para pendurar nas árvores, e o jardim natural de frente para o mar, com vista para a Ilha de Toque-Toque ao fundo, é usado para piquenique.

8. A cachoeira de quase 40 metros

Poucas praias da região têm uma cachoeira tão perto da areia. Segundo a Gazeta SP e o Esse Mundo é Nosso, a queda tem cerca de 40 metros. As fontes divergem sobre a distância: entre 100 e 200 metros da faixa de areia, por uma trilha curta pela mata.

Alguns detalhes que poucos sabem:

  • Não há poço para banho. Segundo o Catraca Livre, dá para subir nas pedras e ficar praticamente embaixo da queda, o que exige cuidado.
  • O Esse Mundo é Nosso registrou uma placa alertando para o perigo e informando que a água não é própria para beber.
  • Agências de turismo oferecem rapel na cachoeira, de acordo com o Catraca Livre.

Antes de ir, leia o guia da Cachoeira de Calhetas. Evite a trilha e as pedras depois de chuvas fortes.

9. A entrada é por uma propriedade particular

A praia é pública, mas o caminho até ela passa por área privada. A entrada fica na portaria do Sítio Calhetas, na altura do km 144 da Rio-Santos. Segundo o Esse Mundo é Nosso, pedestres entram sem pagar. Veículos de visitantes não entram, e não há estacionamento à beira da rodovia, como lembram o Catraca Livre e o Melhores Destinos. Parar no acostamento rende multa.

Da portaria, um caminho de paralelepípedos pela mata leva à praia em menos de 10 minutos, segundo o Esse Mundo é Nosso e o Catraca Livre. Outras fontes falam em cerca de 15 minutos. A volta é em subida.

Como o acesso atravessa área particular, respeite o caminho principal e não use atalhos. O guia de Calhetas com crianças e pets traz mais detalhes sobre o percurso.

10. As pedras dos pescadores

As grandes pedras do lado esquerdo são usadas por pescadores locais, segundo o Catraca Livre. A reportagem recomenda que só pessoas experientes andem por elas, por causa do risco. Com mar agitado, o melhor é ficar longe dos costões.

11. Mata Atlântica até a areia

O que emoldura Calhetas é a mata. O Melhores Destinos destaca a área verde bem preservada da montanha atrás da praia, e a caminhada de acesso é feita dentro da Mata Atlântica. Por isso os borrachudos são parte da experiência: o Esse Mundo é Nosso recomenda repelente.

12. O nome: o que se sabe e o que não se sabe

Não encontramos nas fontes consultadas uma explicação documentada para o nome da praia de São Sebastião. O que dá para afirmar é o contexto da palavra:

  • Calheta é um nome usado em lugares costeiros da língua portuguesa. A Infopédia, enciclopédia da Porto Editora, registra que o nome do município de Calheta, na Ilha da Madeira, pode ter origem na designação de uma pequena baía ou enseada usada como ponto de desembarque.
  • A palavra tem parentes próximos. Em espanhol, "caleta" significa "enseada pequena", segundo o dicionário histórico da Real Academia Espanhola.
  • Há outra Calhetas no Brasil. O Esse Mundo é Nosso lembra que a praia de São Sebastião divide o nome com uma praia de Pernambuco, conhecida pela tirolesa.

A ligação entre a palavra e a forma da praia, uma pequena reentrância protegida na costa, faz sentido. Mas, sem documento local, ela fica como hipótese, não como fato histórico. Se você conhece uma versão contada pelos moradores antigos da região, ela é bem-vinda.

13. Uma vizinha com histórias parecidas

Calhetas é a praia que separa Toque-Toque Grande de Toque-Toque Pequeno, que ficam a cerca de 2,4 km uma da outra, segundo a Wikipedia. Toque-Toque Pequeno tem sua própria coleção de curiosidades, da ilha em forma de tartaruga à citação no New York Times. Veja as curiosidades de Toque-Toque Pequeno e a origem dos nomes Toque-Toque Grande e Pequeno.

Para visitar Calhetas

  • Vá em dia de semana e chegue cedo.
  • Deixe o carro em local regular, nunca no acostamento da Rio-Santos.
  • Leve água, lanche, protetor, repelente e uma sacola para o lixo.
  • Use calçado com aderência para o caminho e para a trilha da cachoeira.
  • Pets não podem ir: São Sebastião proíbe animais de estimação nas praias.

Para escolher a data, veja a melhor época para ir à Praia de Calhetas.

Onde ficar

A Vila dos Tangarás fica em Toque-Toque Grande, a vizinha de Calhetas. São três casas privativas, cada uma com acesso independente e jardim tropical: Casa 1 Praia, Casa 2 Riacho e Casa 3 Pescador. Dá para ir a Calhetas pela manhã, ver o mirante e a cachoeira com calma e passar a tarde no mar calmo de Toque-Toque Grande, perto de casa.

Para ver datas e valores, consulte o portal de reservas. E veja tudo sobre a praia no guia da Praia de Calhetas.

Perguntas frequentes

Calhetas é uma ilha?

Não. É uma pequena península ligada ao continente, entre Toque-Toque Grande e Toque-Toque Pequeno.

Por que dizem que Calhetas tem duas praias?

Porque cada lado da península forma uma praia diferente: uma com areia clara e mais ondas, outra com pedras, água mais calma e piscinas naturais.

Calhetas tem cachoeira?

Tem. A queda tem cerca de 40 metros e fica a poucos minutos da areia, mas não tem poço para banho.

Por que não há lixeiras em Calhetas?

Para não atrair animais silvestres. Cada visitante leva o próprio lixo de volta.

De onde vem o nome Calhetas?

Não há explicação documentada nas fontes consultadas. A palavra "calheta" aparece em lugares costeiros de língua portuguesa, ligada à ideia de pequena enseada.

Fontes e referências

Ver as 9 fontes consultadas

GUIA DA COSTA SUL

Continue explorando